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Obama censura e tem medo de revirar o passado O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou a divulgação de fotos de torturas feitas pelos soldados americanos durante o governo de seu antecessor, George W. Bush. Os torturados são suspeitos de terrorismo, detidos no Iraque e Afeganistão. Para o presidente, as fotos podem atrapalhar o trabalho das tropas norte-americanas. Obama vetou a publicação das fotos. A decisão foi criticada pela Anistia Internacional. Larry Cox, diretor-executivo da AI, acusa os americanos de descumprirem a decisão imposta pelo juiz, que é a de publicar esses documentos. Censura não é exclusividade do governo Bush. Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca afirmou que Obama “acredita que a divulgação das fotos pode criar uma ameaça para os homens e mulheres que temos no Iraque e Afeganistão”. Barack Obama mostra uma semelhança com Lula, ambos não querem revirar os podres do governo anterior, que não são poucos, nos dois casos. “Change” (mudança) era o slogan da campanha de Obama, mas parece que ele não leva a sério. No início de sua gestão ele anunciou Robert Gates como secretário de defesa. Gates foi um dos mentores da “guerra contra o terror” no governo Bush. Obama tem em suas mão todas as oportunidades tem expor as “vísceras” do governo anterior, mas parece que ele vai deixar tudo como está. Glauber Macario
Escrito por . às 00h40
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Escrito por . às 17h38
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La famiglia “Dantas”

Que já assistiu ao filme “O poderoso chefão” conhece a historia da família Corleone. Família de mafiosos italianos. Liderada por “Dom Vito”, a família, ou famiglia, Corleone controla vários negócios ilegais. Mas o principal trunfo desses mafiosos é o poder que eles exercem sobre as autoridades: políticos, imprensa, juizes e etc. Acontece que esse tipo de “família” não existe apenas na ficção. Acontece na realidade, e no Brasil.
O Banqueiro Daniel Dantas é uma espécie de Dom corleone tupiniquim. Mesmo com todas as acusações que contra ele, e após se preso, Dantas ainda consegue um hábeas corpus vindo diretamente do STF (supremo tribunal federal). Um não. Dois hábeas corpus. Isso não é apenas dinheiro, é “Poder”.
Dantas é temido por: políticos, juizes, empresários. Fica de fora dessa lista a imprensa, porque por essa ele não é apenas temido, mas sim respeitado. Os Civita que o digam.
A revista Carta Capital, que não consta na agenda telefônica de Dantas, vem há muito tempo denunciando as peripécias do banqueiro mas a grande mídia preferiu ignorar o caso. Por outro lado a revista VEJA, publicou diversas reportagens e artigos que são de interesses do grupo Opportunity, Citigroup, Telecom Itália. Como o controle da Brasil Telecom. Além de criticarem a policia federal,na prisão do banqueiro e de seus comparsas.
O nome de Diogo Mainardi, colunista da VEJA, e de outros jornalistas, constam em um relatório do delegado Protógens de Queiroz, encaminhado ao juiz Fausto de Sanctis. O relatório analisa o papel da mídia na investigação de ilegalidades do grupo de Dantas. E ainda acusa diretamente as publicações Veja, IstoÉ e Dinheiro de colaborarem com uma organização criminosa.
Mas é obvio, e não poderia ser diferente, o papel da imprensa no caso ainda não é assunto na grande mídia. Dantas realmente mete medo.
Além de tudo o delegado Prótogenes, autor do relatório que culminou com a prisão de Dantas, foi afastado do caso.
Muito ainda será descoberto nesse caso,e muita gente vai “rodar”. Mas para isso é preciso desmantelar o poder que Daniel Dantas possuí. Nem que isso abale as estruturas do país.
Glauber Macario
Escrito por Glauber Macario às 00h05
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Liberdade de empresa
Creio, ou pelo menos quero acreditar, que todos aqueles que estudam jornalismo o fazem com o mesmo objetivo: Mostrar a sociedade tudo aquilo que for de interesse da mesma. E denunciar tudo o que venha a fugir desse interesse. Na teoria é muito bonito, mas na pratica estamos longe de fazer jornalismo. Não por falta de vontade, mas existe uma barreira enorme, que devemos ultrapassar. O poder.
O governo cubano, e outros de esquerda, são duramente criticados pelo fato de não abrirem espaço para a tal de "liberdade de imprensa". Sendo chamados de ditaduras. Apenas por não permitirem que os habitantes desses países não sejam atraídos pelos desejos consumistas. Pois saibam que em nosso país, e em outros capitalistas, a censura a imprensa é ainda mais fervorosa. Apenas é disfarçada.
Em plena "democracia", e não na ditadura, os poderosos de colarinho branco ainda mandam na imprensa brasileira. Onde os interesses de grupos capitalistas e políticos são mais importantes do que o direito a informação. Que nos é garantindo pela constituição.
Para ilustrar o que estou afirmando, vou expor dois ocorridos com o jornalista Jorge Kajuru. A questão não é se ele é bom ou mau jornalista, se você gosta dele ou não, ou não conhece. Mas o que aconteceu com ele. Fato 1 Em 09/06/2004 o estádio do Mineirão foi sede do jogo entre Brasil e Argentina. A TV Bandeirante mandou o jornalista Jorge Kajuru apresentar o programa “Esporte total" em frente ao portão principal do estádio. Na edição noturna do programa Kajuru entrou no ar, ao vivo, com uma denuncia: Dez mil ingressos para o jogo estavam na mão do governador Aécio neves (PSDB-MG) O ingresso estavam reservados para políticos e celebridades. Obviamente para fins eleitorais. Mas o pior de tudo foi que os convidados de Aécio estavam entrando pelo portão exclusivo para deficientes físicos. Enquanto na porta do estádio vários cadeirantes eram deixados de fora, com ingressos na mão. Kajuru foi para o intervalo, e não retornou mais. O governador Aécio Neves havia ligado para o presidente da Band, João Saad, e pedido para que o Kajuru fosse tirado do ar, ao vivo. João Saad atendeu ao pedido. Alguns dias depois Kajuru foi chamado para uma reunião, na qual diretor propôs a volta do jornalista ao programa, mas ele teria que pedir desculpas para Aécio Neves, no programa. Kajuru optou por ser jornalista, e saiu da Band.
Fato 2
Jorge kajuru iria lançar o “Dossiê k”, livro que denuncia varias irregularidades na gestão de Marconi Perillo, governador de Goiás. Nos sábado 28 de setembro de 2002, às 16h30min, a policia aprendeu fotolitos e chapas que seriam usados na impressão do livro. Na tentativa de impedir seu lançamento antes do primeiro turno das eleições para governador.
Na noite de segunda-feira, 30 de setembro, o governador ordenou o fechamento da RÁDIO K. Radio que pertencia a kajuru e seu amigo José Luis Datena. Era a sétima vez que isso acontecia desde que foi eleito governador.
Marconi Perillo disse que, antes de ser eleito governador era tão pobre que não teve dinheiro para terminar de cursar direito, na Universidade católica de Goiás. Após assumir o cargo, ficou milionário em quatro anos.
Acreditem se quiser, mas não são historias da época do regime militar. E sim dos tempos dessa tal de “democracia”. Onde a ditadura não é comanda pelo exercito, mas sim pelas grandes empresas.
Glauber Macario
Escrito por Glauber Macario às 03h24
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